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Fim do Fator Previdenciário

Entidades de defesa dos aposentados convocam para vigília no Senado

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Os dirigentes das entidades de defesa dos aposentados e pensionistas já estão mobilizados para tentar garantir a aprovação, no Senado, do reajuste de 7,72% nas pensões e o fim do Fator Previdenciário. A diretoria da COBAP, por exemplo, não descansa, nem pretende dar trégua aos políticos. Logo após as vitórias obtidas na Câmara dos Deputados, na semana passada, os dirigentes da entidade intensificaram uma série de ações para repetir o êxito no Senado Federal. Objetivo é aprovar com extrema rapidez na outra casa o fim do Fator Previdenciário e o reajuste de 7,71% aos aposentados.

Nesta terça-feira, 11 de maio, a partir das 15 horas, caravanas de aposentados de todas as regiões estarão vindo à Brasília para acompanhar de perto a movimentação dos senadores. Prometem lotar as galerias do Senado e pressionar de forma pacífica.

Se necessário, a COBAP novamente pretende promover uma vigília no Senado. Aposentados irão pernoitar no Congresso Nacional até que as propostas sejam ratificadas pelos 81 senadores.

"Nós temos plena certeza que os senadores irão aprovar por unanimidade nossos projetos, eles já fizeram isso no passado, mas temos pressa, pois o prazo regimental é até o final deste mês, senão as medidas aprovadas pelos deputados corre o risco de caducar", explica o presidente Warley Martis Gonçalles.

A COBAP está notificando as federações e entidades de base para que levem seus associados ao Senado e mostrem ao presidente Lula que os aposentados estão vivos e atentos.

fonte: site da Confederação Brasileira de Aposentados e pensionistas

Última atualização em Seg, 10 de Maio de 2010 17:39
 

Roberto Jefferson comenta vitória do Congresso sobre o governo Lula na votação de reajuste de aposentadorias e fim do Fator

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Leia abaixo comentários do Presidente do PTB, Roberto Jefferson, sobre a aprovação das emendas que promovem o reajuste das aposentadorias e a que prevê o fim do Fator Previdenciário, e uma análise dos cenários futuros na tramitação das matérias no Senado e a posterior decisão do presidente Lula a respeito das matérias:

Nem que seja no final 

Lula sabe que, se vetar o reajuste dos aposentados, vai provocar um grande desgaste junto aos eleitores, e respingar em Dilma. Neste cenário, ele pode manter o reajuste de 7,7%, vetando apenas o fim do Fator. Mas o Planalto não deve esquecer que o Congresso pode derrubar o veto, produzindo um desgaste duplo. O melhor a fazer seria aceitar a derrota e homologar a decisão dos parlamentares de conceder um reajuste maior e acabar com o Fator. Nem que seja no fim do governo, o presidente Lula precisa aprender a respeitar o Congresso.

O tempo é o senhor da decisão

Não passa de espuma a certeza demonstrada por lideranças governistas de que o presidente vetará o reajuste dos aposentados e o fim do Fator Previdenciário. O que pode determinar o veto presidencial é a velocidade com que o Senado ratificará a decisão da Câmara. Como a pauta daquela Casa anda bloqueada por outras MPs e o pré-sal, não há garantia de que as medidas caminhem velozmente. Se o Senado aprovar rapidamente, Lula poderá vetar antes do início da campanha. Mas se o Senado enrolar, Lula terá que desagradar os eleitores. O tempo também pesará na decisão.

Aceita a derrota, presidente!

De acordo com a Constituição, o presidente Lula tem 15 dias úteis para vetar total ou parcialmente qualquer projeto aprovado pelo Congresso. Como a campanha eleitoral oficialmente começa no mês de julho, se o Senado aprovar o reajuste dos aposentados e o fim do Fator Previdenciário no final de junho, vai sobrar para Lula ter que tomar sua decisão já com a campanha de Dilma Rousseff na rua.

Em polvorosa

A imprensa está em polvorosa com a Câmara aprovando, de uma tacada só, o fim do fator previdenciário e reajuste de 7,7% das aposentadorias acima de uma salário mínimo e a promessa de que o Senado fará o mesmo. A manchete de "O Globo", tanto no impresso como no on line, é o tamanho do gasto extra, que será, diz o jornal, de R$ 4 bilhões, projetando ainda que em três anos o fim do fator previdenciário poderá chegar a R$ 12 bi em despesas, prejudicando o cumprimento da meta de superávit primário. Como a "opinião publicada" não prevaleceu na Câmara, é bom se preparar para uma boa dose de terrorismo quando os projetos forem ser votados no Senado.

"Nunca antes no mundo"

"Todo mundo tem apreço pelos aposentados, e no ano eleitoral aumenta o apreço de forma extraordinária. Eu não acredito que tenha, dentro do território brasileiro ou no mundo, alguém que tenha mais compromisso com os trabalhadores do que eu."

Depois que a revista "Time" colocou o presidente Lula na lista das 25 personalidades mais influentes do mundo, não duvido nada que ele vai trocar o bordão "nunca antes neste país" por "nunca antes no mundo". Se não fosse o Congresso, que, pela segunda vez, derrota o presidente - a primeira foi a derrubada do imposto do cheque, a CPMF, em dezembro de 2007 -, lembrando-o que ele não é Deus, Lula poderia achar que seria nomeado dom Pedro III. Se bem que os imperadores portugueses eram bem mais democratas...




Última atualização em Sex, 07 de Maio de 2010 09:13
 

Câmara aprova 7,72% para aposentadorias e fim do fator previdenciário

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O Plenário da Câmara aprovou, nesta terça-feira (04/5), 7,72% de reajuste para as aposentadorias da Previdência Social acima de um salário mínimo. O índice foi incluído na Medida Provisória 475/09 por meio de emenda do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e corresponde à inflação acumulada pelo INPC mais 80% da variação do PIB de 2008 para 2009. Os deputados aprovaram também, por 323 votos a 80 e 2 abstenções, a emenda do líder do PPS, Fernando Coruja (SC), que acaba com o fator previdenciário a partir de 1º de janeiro de 2011. A MP segue para o Senado.

O fator previdenciário é uma fórmula que reduz, na maioria das vezes, os valores dos benefícios da Previdência em relação ao salário de contribuição. Em alguns casos, porém, o cálculo é favorável ao trabalhador. O fator foi criado pela Lei 9876/99 com o objetivo de incentivar o trabalhador a contribuir por mais tempo para a Previdência — reduzindo, a médio prazo, o déficit do setor.

A emenda de Coruja havia sido retirada de tramitação preliminarmente pelo presidente Michel Temer, que considerou o tema estranho à MP. Entretanto, na semana passada o Plenário aprovou um recurso para permitir a sua análise pelo relator, o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Ao defender sua emenda, Coruja argumentou que deixar a discussão do tema para depois só faria o debate se prolongar desnecessariamente. "É preciso acabar com o fator previdenciário, que prejudica milhões de trabalhadores", disse o deputado.

As duas emendas puderam ser votadas depois da rejeição do parecer de Vaccarezza contrário a elas e a outras que propunham índices maiores.

 

Reajuste proporcional
O reajuste de 7,72% é retroativo a 1º de janeiro deste ano, mas, para as aposentadorias concedidas a partir de março de 2009, ele será concedido proporcionalmente à data de início do pagamento.

 

Dessa forma, por exemplo, o reajuste para aquelas aposentadorias que começaram a ser pagas em dezembro de 2009 será de 3,58%.

 

Veto
Inicialmente, a MP 475/09 reajustava os benefícios acima de um mínimo em 6,14%. Depois de negociações, o líder do governo admitiu aumentar o índice para 7%, mas não conseguiu unificar os partidos da base aliada em torno desse número.

 

Segundo Vaccarezza, se os 7,72% permanecerem no Senado o presidente Lula vetará o índice. Vaccarezza explicou que, em caso de veto total à proposta, o reajuste das aposentadorias será de apenas 3,52%, a não ser que o presidente edite uma nova MP. Esse índice equivale à correção das perdas inflacionárias.

Ele disse que o governo nunca se recusou a discutir o assunto com o Congresso e os aposentados, mas lamentou que líderes partidários que antes concordavam com 7% tenham passado a apoiar 7,72%. "Não são os 7,72% que vão recuperar as perdas dos aposentados. Vamos debater a continuidade da recuperação do poder aquisitivo no Orçamento de 2011", disse o relator.

Vaccarezza retirou do texto a regra de reajuste para o próximo ano, que previa o INPC mais 50% da variação do PIB. Esse critério tornou-se inócuo porque o PIB variou negativamente em 0,2% de 2009 para 2010.

 

Reajuste maior ainda
Antes de aprovar os 7,72%, o Plenário rejeitou, por 193 votos a 166 e 1 abstenção, a emenda do deputado José Maia Filho (DEM-PI) que propunha um reajuste de 8,77%.

 

Esse percentual equivale à inflação medida pelo INPC mais 100% da variação do PIB de 2008 para 2009.

Segundo o líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC), os aposentados tiveram os seus rendimentos achatados durante muitos anos e a recuperação não foi prioridade do governo. "Defendemos 8,77%, mas o que é mais difícil é saber se determinado reajuste é muito ou não, porque não há transparência na gestão das contas da Previdência", disse.

fonte: Agência Câmara

Última atualização em Qua, 05 de Maio de 2010 09:56
 

Os recursos da previdência social

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* Por Honésio Ferreira

Aprovado o fim do fator previdenciário e o reajuste de 7,7% acima da inflação para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo, as vivandeiras de plantão correram para a mídia com o velho discurso de que a previdência social esta quebrada, que não há dinheiro para pagar mais esta conta, que o aumento irá provocar a perda de recursos para a educação e a saúde entre tantas outras profecias do apocalipse.

Besteira, estes mesmos arautos do equilíbrio das contas da previdência nunca se preocuparam de reclamar quando o governo pendurou na previdência social a sua conta dos aposentados do serviço público, ou dos programas fome zero ou bolsa família que tanto elevaram o prestígio de Lula.

Ao poder econômico interessa vender essa imagem de previdência quebrada ou pagando uma miséria de aposentadoria pois este é o principal argumento para vender os seus planos de previdência privada.
O que deve ser lembrado nesta hora é que os recursos da previdência social se destinam principalmente a custear a aposentadoria dos trabalhadores merecem. Se tem que se cortar alguma coisa, que se comece pelos pinduricalhos que a previdência sustenta.

Do jeito que a coisa ia, não faltava muito para os aposentados estarem recebendo o bolsa família. Parabéns a todos os que acreditaram ser possível. Fica aqui o convite para que, cada vez mais possamos contar com um número maior de pessoas engajadas na luta por uma aposentadoria digna.
A luta continua.

* Honésio Ferreira é Secretário de Comunicação do PTB

 

Portal Fim do Fator acompanha manifestação em Brasília

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O Portal do Fim do Fator Previdenciário acompanha a manifestação dos aposentados e pensionistas, realizada nesta tarde em Brasília. Os manifestantes, que lutam pelo reajuste de 7,7% e pelo fim do fator, saíram da Catedral por volta das 14h30 e prosseguiram até o Congresso Nacional, onde pretendem exigir dos parlamentares a aprovação dos projetos de lei que tramitam na casa em beneficio dos aposentados.

Acompanhe em tempo real no twitter do Fim do Fator http://twitter.com/fimdofatorprevi .

Última atualização em Ter, 04 de Maio de 2010 17:33
 


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