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Fim do Fator Previdenciário

Vitória histórica dos aposentados: fim do Fator Previdenciário e reajuste são aprovados no Senado

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Os aposentados brasileiros obtiveram uma vitória histórica nesta quarta-feira no Senado. Foi uma tarde memorável que será lembrada por gerações. Por unanimidade, os senadores aprovaram o PLV 2/10, que reajusta em 7,72% as aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo. A matéria foi aprovada sem qualquer alteração. O relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), manteve o texto aprovado pelos deputados, e por isso o PLV 2/10 não precisará retornar à Câmara.

Pressionado pela COBAP e federações, o líder governista Jucá cedeu e agiu com coerência, mantendo no texto o fim do maldito Fator Previdenciário. De acordo com o 1º vice-presidente, Marconi Perillo (PSDB-GO), a matéria irá rapidamente à sanção presidencial.

A galeria e a tribuna de honra do Senado foi tomada por aposentados vindos de diversos estados do Brasil: Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Bahia, entre outras localidades.

Após a sanção de Lula, mais de 8,4 milhões de aposentados irão receber o reajuste retroativo ao aumento ofertado no início do ano (referente a janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho). 

As diversas mobilizações das entidades de defesa dos aposentados, como a COBAP, garantiram aas aposentados um ganho real significativo. Se não fossem as batalhas travadas, o reajuste seria de apenas 3,5% (índice da inflação). Ou seja, a luta das entidades e dos parlamentares engajados com o projeto, como o petebista Arnaldo Faria de Sá, rendeu aos aposentados mais que o dobro do reajuste concedido inicialmente (agora taxado em 7,72%).

Agência Trabalhista de Notícias (com informações da COBAP)

Última atualização em Qui, 20 de Maio de 2010 12:06
 

COBAP divulga levantamento que revela apoio dos senadores ao reajuste

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Maioria dos senadores vota com os aposentados

Prevista para ser votada esta semana no Senado Federal, a Medida Provisória 475/09, que concede reajuste de 7,7% para os aposentados que ganham mais do que um salário mínimo e propõe o fim do fator previdenciário, tem voto favorável da maioria dos senadores. Pelo menos é o que indica uma pesquisa feita pelo jornal Agora SP entre os dias 12 e 14 de maio.

Segundo o levantamento, dos 81 senadores da casa, 57 votam a favor do reajuste de 7,7% e 45 são favoráveis ao fim do fator previdenciário. Para a aprovação das matérias são necessários 41 votos favoráveis. “Interpretamos o resultado da pesquisa como o respeito que conquistamos ao longo de anos de lutas e reivindicações. Seremos gratos aos parlamentares favoráveis aos nossos projetos na hora do voto”, afirmou o presidente da COBAP, Warley Martins.

fonte: site da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas

Última atualização em Qui, 20 de Maio de 2010 12:06
 

Josias de Souza explica problemas na MP que reajusta aposentadorias

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Leia abaixo comentário do jornalista Josias de Souza, publicado em seu blog na internet (http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/), e que explica a situação atual da Medida Provisória que reajusta as aposentadorias e prevê o fim do Fator Previdenciário:

Erros da Câmara impõem ‘prejuízo’ aos aposentados

Por Josias de Souza

Os aposentados ficaram sabendo, na noite de terça-feira (11), que a Câmara lhes pregara uma peça. Os deputados haviam cometido um erro trivial no projeto que eleva o valor das aposentadorias.

 

A proposta que saíra do plenário na semana anterior continha dois percentuais de reajuste: Num artigo, anotava 7%. Num parágrafo, 7,72%. A pretexto de corrigir a lambança, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), recorreu a uma manobra.

 

Em “correção” de última hora, Temer apagou do texto o percentual menor. Manteve os 7,72%. E enviou o projeto ao Senado. Pois bem, descobriu-se nesta quarta (12) que, entre o certo e o errado, há sempre espaço para mais erros na Câmara.

 

Mesmo depois da alteração feita por Temer à margem do plenário, o projeto continuou apinhado de equívocos. Se mantidos, os desacertos vão impor perdas financeiras aos aposentados. Vai abaixo um resumo da encrenca:

 

1. Temer adotou o aumento de 7,72%, mas manteve no projeto o teto previdenciário que considera o reajuste de 7%: R$ 3.444,22.

 

2. Aplicando-se os 7,72%, o teto deveria ser de R$ 3.467,40. Ou seja, só nesse tópico, os aposentados foram tungados em R$ 23,18 por mês.

 

3. Parece pouco, mas, projetada no tempo e suprimida dos cálculos de reajustes futuros, a cifra deixa de ser negligenciável.

 

4. Não é só: o projeto está repletos de erros também numa planilha que carrega como anexo.

 

5. Essa planilha contém os percentuais de reajuste conforme a data da concessão das aposentadorias.

 

6. Quem se aposentou até fevereiro de 2009, recebe o aumento integral: 7,72%. A partir daí, o percentual vai sendo reduzido mês a mês.

 

7. De março de 2009 em diante, os cálculos estão todos equivocados. Sempre em prejuízo dos aposentados. A perda aumenta conforme evolui o calendário.

 

8. O brasileiro que se aposentou em março de 2009, por exemplo, deveria receber aumento de 7,39%. Pela planilha, receberá 7,31%. Tunga de 0,08%

 

9. O aposentado de abril de 2009, deveria embolsar reajuste de 7,31%. A planilha dá-lhe 7,18%. Perda de 0,14%. E assim sucessivamente.

 

10. O dano começa em 0,08% no mês de março e chega a 0,80% em dezembro de 2009.

 

11. Submetidos à proposta lesiva, os senadores podem agir de duas maneiras. Ou aprovam tudo como está ou modificam o teto previdenciário e a planilha.

 

12. Aprovando com os erros, darão a Lula justificativa adicional para vetar o projeto. Modificando, terão de enviar a proposta de volta para a Câmara.

 

13. Se optarem pela segunda hipótese, os senadores estarão como que condenando os aposentados à ausência de reajuste.

 

14. Por quê? A encrenca das aposentadorias chegou ao Congresso a bordo de uma medida provisória de Lula. Um documento cuja validade expira em 1º de junho.

 

15. Devolvida à Câmara, ainda que corressem contra o relógio, os deputados não teriam tempo de votar antes do prazo fatal.

 

16. Líder de Lula na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) cogitou recorrer contra a alteração redacional promovida por Temer no projeto.

 

17. Antes, Vaccarezza questionou Temer, no microfone do plenário, acerca dos erros que sobreviveram na proposta.

 

18. Em resposta, Temer reconheceu, primeiro, que os erros, de fato, existem. Depois, admitiu que o problema não é de redação, mas “de mérito”.

 

19. Significa dizer que, havendo alterações no Senado, a proposta terá mesmo de retornar à Câmara.

 

20. Diante dessa resposta, Vaccarezza decidiu dar meia-volta na decisão de recorrer contra o “ajuste” de Temer.

 

21. Concluiu que é mais negócio para o governo deixar que os senadores descasquem o abacaxi. Se a medida provisória expirar, Lula editará outra.

 

22. A nova MP virá não com os 7,72% pretendido pelos congressistas, mas com os 6,14% propostos originalmente pelo governo. Na melhor das hipóteses, Lula comete a benevolência de conceder os 7% que Vaccarezza tentara, sem sucesso, negociar.

Última atualização em Qui, 20 de Maio de 2010 12:07
 

Presidente do PTB suspeita de má-fé na edição da MP que reajusta pensões

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Quem colocou o jabuti na árvore?

Por Roberto Jefferson

Os aposentados querem saber: houve um cochilo - um "erro de mérito" - na MP que reajusta pensões e acaba com o fim do Fator Previdenciário, ou alguém agiu de má-fé na edição do texto final que foi votado na Câmara? A imprensa não parece muito interessada em investigar o tal "erro", mas os pensionistas têm o direito de saber quem é o responsável por um engano que pode acabar impondo novas perdas financeiras à categoria. Parece que Lula já está esfregando as mãos de satisfação por não ter que precisar vetar o projeto em ano eleitoral.

Os mais esquecidos

Por Roberto Jefferson

Mesmo que não se identifique o autor da lambança, é curioso observar como a imprensa parece satisfeita em anunciar que o projeto dificilmente será votado antes do vencimento do prazo da medida - 1º de junho. Será que ninguém tem avô, avó, irmão (ã) ou tio (a) aposentado, enfim, não se preocupa com a sistemática perseguição que essa categoria de brasileiros vem sofrendo? Por que a imprensa quer transformar os aposentados em párias da sociedade? Não vi tanta insatisfação com o anúncio de que o Brasil emprestará dinheiro para a Grécia, ou agora com a criação de mais cargos para a tal Autoridade Pública Olímpica, nova agência do governo. Só o aposentado é que tem que pagar o pato do rombo nas contas públicas?

Última atualização em Qui, 20 de Maio de 2010 12:07
 

Roberto Jefferson alerta que governo quer "empurrar trabalhos com a barriga"

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Era tudo que eles queriam

Por Roberto Jefferson

Caiu do céu a iniciativa dos líderes dos partidos de oposição de obstruir os trabalhos no Senado enquanto não for retirada a urgência constitucional que impõe prioridade de votação para os projetos do pré-sal. Tudo que o Palácio do Planalto quer é empurrar os trabalhos do Congresso com a barriga até que perca a validade, em 1º de junho, a MP que reajusta os benefícios dos aposentados e extingue o Fator Previdenciário. Para Lula não ter que ficar com a batata quente do veto ao reajuste, vale até enrolar com os projetos do pré-sal. A oposição está fazendo o jogo que o governo quer.

Última atualização em Qui, 20 de Maio de 2010 12:07
 


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