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Fim do Fator Previdenciário

Vereador mineiro afirma que Fator Previdenciário é "escravidão sem cor"

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* Por Edson Souza 

Estou em Minas. E das alturas destas montanhas acompanho o caminhar e os destinos do Povo Brasileiro, sem medo de afirmar que o Fator Previdenciário é a escravidão sem cor implantado neste país. É a ruptura do contrato social, é o descaso da política previdenciária. É no mínimo revoltante, onde um teto de R$3.800,00 que a minoria que recebe, podem falar do custeio do país.

O problema dos aposentados do Brasil não é a do regime da previdência social e sim o regime público, que ninguém tem coragem de fazer um plebiscito para mudar esta situação.

Gostaria de saber quem tem a coragem de colocar o teto máximo de 15 salários mínimos para os 3 órgãos do Poder e deixar o povo escolher o destino público. Quem terá coragem de debater isto. Quem tem a audácia e a utopia de provocar tal debate nacional.

Bate nas costas e no lombo do povo brasileiro, a continuação das amarras do Fator Previdenciário, lei esta 9.877 ridícula até na sua simbologia, pois ela é até decrescente como a esperança deste povo.

Devemos sim discutir a questão previdenciária neste país que a cada dia se envelhece, o dinheiro arrecadado da previdência social e seu destino, enquanto quem vai ficar mais prejudicado é aquele aposentado há mais de 12 anos e que continua trabalhando.

Porque não fazer um Projeto de Lei de 93 para homens e 83 para mulheres, inclusive em alternativa ao Projeto do Deputado Pepe Vargas, para todos aqueles que aposentarem neste período e continuarem trabalhando, terem o direito dentro de 60 dias da reaposentadoria e preparar para o ano de 2011 um Plebiscito apresentando esta sugestão?

* Edson Souza é vereador pelo PDT de Divinópolis (MG)

 

Governo prepara bote contra aposentados, afirma Roberto Jefferson

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Estão preparando o bote

Por Roberto Jefferson

O presidente Lula só tem mais 10 dias para decidir se enviará à promulgação, sem vetos, o projeto que garantiu reajuste de 7,7% aos pensionistas e o fim do Fator Previdenciário. Os membros do governo desde a semana passada se calaram sobre o assunto, principalmente os da equipe econômica, que dia sim outro também bombardeavam o projeto. O silêncio do Palácio do Planalto deixa no ar a impressão de que Lula manterá o reajuste da forma que está, pela proximidade das eleições, mas vetará o Fator Previdenciário no último dia possível. Desta forma, Lula deixaria pouco espaço para o Congresso apressar a votação ainda neste semestre do projeto original que extingue o Fator Previdenciário, além de querer aparecer como o salvador da pátria que garantiu o reajuste. Fiquem de olho, aposentados, que o governo está preparando o bote pra cima de vocês.

 

Roberto Jefferson afirma que Lula quer passar a perna nos aposentados

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Governo Lula: coveiro dos aposentados?

Por Roberto Jefferson

O ministro Paulo Bernardo pretende enterrar o reajuste de 7,7% aprovado pelo Congresso para os aposentados que ganham acima do mínimo; quer trocar o reajuste por um abono de 6,14%, válido apenas para este ano. De tão ridícula, a proposta chega a ser acintosa. Por meio dela, Lula não enfrentará o desgaste de vetar o aumento, o que poderia tirar milhões de votos de Dilma Roussef. Qualquer ação do presidente que não seja promulgar o reajuste de 7,7% é enganação. Abre o olho, aposentado, porque o governo Lula está querendo lhe passar a perna!

Fator também será vetado

Por Roberto Jefferson

Paulo Bernardo confirmou que já está definido que o fim do Fator Previdenciário será mesmo vetado pelo presidente Lula. Não duvido, pois, na visão pragmática do petismo, sua queda beneficiará principalmente os que ainda vão se aposentar, não estando ainda tão preocupados com o tema. Como já disse aqui, se Lula vetar o fim do Fator, a pressão dos aposentados deve se dirigir para o gabinete do presidente da Câmara, Michel Temer. É ele quem pode apressar a votação do projeto original, de autoria do senador Paulo Paim, que há meses aguarda sua vez na ordem do dia do Plenário. A luta deve continuar mesmo se Lula vetar o projeto atual.

Última atualização em Qua, 26 de Maio de 2010 16:54
 

30 mil vozes no Pacaembu pelos 7,7% e fim do Fator Previdenciário

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O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sintapi/CUT), Epitácio Luiz Epaminondas (Luizão), avalia que a Assembleia da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, convocada pelas centrais sindicais para o dia 1º de junho, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, “será um coro solidário de mais de 30 mil vozes pelo reajuste de 7,7% nos benefícios e pelo fim do fator previdenciário.

Por Leonardo Severo*

“Para nós, que temos uma longa trajetória e história no movimento sindical, esta somatória de diferentes bandeiras e concepções na Conferência aponta para uma ação comum na disputa de projetos com o conservadorismo e a reação”, acrescentou.

Conforme Luizão, é essencial a movimentação cutista nos Estados e em Brasília “para sensibilizar o presidente Lula a sancionar o projeto que faz justiça a 8,3 milhões de pessoas, aprovado por ampla maioria na Câmara e por unanimidade no Senado”. “Precisamos cada vez mais fortalecer o mercado interno, desenvolver a nossa economia, mas o centro deve ser sempre o ser humano. Entre os que tanto contribuíram para o progresso do país estão os aposentados, que foram os trabalhadores de ontem que, infelizmente, pagaram tanto para receber tão pouco”, esclareceu.

Manipulação estatística

“Dados da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) demonstram que ao contrário do que vem sendo divulgado por setores da mídia, de que a Previdência Social é deficitária, ficou provado e comprovado que a Seguridade Social trabalha com superávits, pois é um sistema composto por Saúde, Assistência e Previdência Social”, explicou Luizão. “O próprio presidente Lula disse que se você pegar o que pagam os trabalhadores e o que recebem, não há déficit”, declarou o sindicalista, denunciando que o suposto déficit é decorrência de uma manipulação estatística.

Na verdade, para impor aumento de alíquotas ou reduzir os benefícios, os setores privatistas e neoliberais levam em conta apenas a receita obtida a partir da folha de pagamentos e desconsideram as demais provenientes da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). “A verdade que salta aos olhos não se vê publicada nos jornalões nem divulgada pelas emissoras de rádio e televisão: a Previdência apresentou um superávit de R$ 22 bilhões em 2009, mesmo em meio à crise, tendo sido de R$ 40 bilhões no ano anterior. Portanto não tem nenhum sentido a desorientação divulgada por alguns ministros da equipe econômica que se pronunciaram equivocadamente pelo veto presidencial à correção das aposentadorias”, argumentou Luizão.

Não existe déficit da Previdência

A compreensão do líder do Sintapi/CUT é corroborada pela análise do professor do Instituto de Economia da Unicamp, Eduardo Fagnani, que também contesta os setores da mídia que alegam que a Previdência é deficitária. “As contas apresentadas estão erradas. Não existe déficit nenhum na Previdência”, completou o professor, que fará palestra na próxima semana no Congresso da CNTSS (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social). “Foi dito que a Previdência é um dos maiores programas de distribuição de renda. Concordo plenamente. Inclusive, por contas que já fiz sobre isso”, enfatizou.

Na avaliação de estudiosos e especialistas, a Previdência Social é hoje uma grande distribuidora de renda no país, sendo que em 60% dos municípios brasileiros, o que é destinado para o pagamento de benefícios é maior do que o repassado pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), o assunto “aposentadoria” envolve mais do que números: “É um assunto que envolve a vida, o cotidiano, as famílias, o presente e o futuro de milhões de brasileiros. Ou seja, nós estamos falando do destino do nosso país e da nossa gente”, sublinhou, defendendo que o presidente Lula sancione os avanços.

* Jornalista da CUT

Última atualização em Sex, 28 de Maio de 2010 17:19
 

Arnaldo pede que aposentados pressionem Lula a não vetar fim do Fator

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O deputado federal Arnaldo Faria de Sá, do PTB de São Paulo, está mobilizado pela sanção da MP 475, que trata do aumento dos aposentados e do FIM DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. Em entrevista concedida neste domingo a uma Rádio em São Paulo, Arnaldo Faria de Sá conclamou os aposentados e pensionistas a se manifestarem, junto à Presidência da República no sentido da aprovação do texto integral da MP 475. Arnaldo Faria de Sá disse ser importante a mobilização com mensagens, através de cartas, faxs e-mails ao Presidente Lula para que sancione a MP 475 na íntegra.

Para pressionar o Palácio do Planalto, envie sua correspondência ao seguinte endereço:

 

Luiz Inácio Lula da Silva

Presidência da República
Praça dos Três Poderes 3.º Andar
70150-900 Brasília DF 

e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.  

Telefone 61.3411.2221
Fax.: 61.3411. 2222

ou através ainda do site www.planalto.gov.br

Última atualização em Seg, 24 de Maio de 2010 11:32
 


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